Imersão presencial

Imersão Escritório Sob Controle: como são os dois dias do evento presencial

Dois dias fora da operação para desenhar a estrutura do seu escritório com acompanhamento direto, e voltar na segunda com o plano em pé.

Por Diego Castro Publicado em 17 de setembro de 2026 Leitura de 14 minutos

Escrito por quem assumiu a controladoria e reestruturou a gestão do próprio escritório: uma operação de mais de 3.500 processos simultâneos que, em 12 anos, gerou mais de R$ 30 milhões em honorários. Criador do Método Escritório Sob Controle, com mais de 15 mil alunos em workshops, palestras e eventos.

Resposta direta

A Imersão Escritório Sob Controle é o evento presencial de dois dias em que eu conduzo, na sala, a estruturação do escritório de cada participante: diagnóstico, setorização, delegação, procedimentos internos, contratação, controladoria jurídica e gestão de tarefas. A edição de 2026 aconteceu em 20 e 21 de agosto, em Alphaville, São Paulo.

A diferença para um curso está no que fica escrito. Ninguém sai da imersão com um caderno de anotações para aplicar algum dia. Sai com o diagnóstico do próprio escritório feito, os setores desenhados, os fluxos das rotinas críticas no papel e uma decisão assinada, com nome de gente e com data.

O que é a Imersão Escritório Sob Controle

A imersão é a versão presencial do Método Escritório Sob Controle. São dois dias inteiros, com a sala trabalhando em cima da operação real de cada escritório que está ali dentro.

O formato existe por um motivo prático. Gestão de escritório de advocacia raramente trava por falta de informação. Trava por falta de decisão tomada com tempo. O sócio sabe que precisa setorizar, sabe que precisa delegar, e volta para o escritório na segunda-feira com a mesma agenda de sempre, respondendo à mesma fila de urgências. Dois dias longe do celular, com a estrutura sendo desenhada na sua frente, quebram essa inércia.

Por isso quase nada ali é palestra. Cada bloco começa com um exercício: você escreve o seu escritório na folha, eu mostro como a peça funciona, e você volta para a mesma folha para corrigir o que escreveu. A ordem é essa e não é enfeite. Se a tela vier antes, você copia a minha operação em vez de enxergar a sua.

Clareza não é saber mais. Clareza é ver o que já estava lá.

A frase que abre o segundo dia

É por isso que o exercício dói em quem já sabia de tudo. Nada do que aparece na sua folha é novidade: o gargalo que você desenhou já existia na segunda-feira passada, a pessoa sobrecarregada já estava sobrecarregada, o setor que não existe já não existia há três anos. A única coisa que muda na imersão é que você vê.

Como foi a imersão de 2026, em três minutos

Nos dias 20 e 21 de agosto de 2026 a imersão aconteceu em Alphaville, São Paulo, com advogados de escritórios de todo o Brasil. O vídeo abaixo mostra o que foram esses dois dias.

Imersão Escritório Sob Controle 2026, em Alphaville, São Paulo. O vídeo só carrega o player quando você dá play. Ver no YouTube ou acompanhar o canal.

Por que dois dias presenciais fazem o que um curso não faz

Responda por dentro: quando foi a última vez que você parou um dia inteiro só para pensar no escritório? Não para trabalhar nele. Para pensar nele.

Para a maior parte da sala a resposta é nunca, ou alguma coisa perto disso. Não é falta de vontade. O dia do sócio é feito de interrupção, e olhar para a estrutura pede um bloco de tempo que a rotina nunca devolve sozinha.

O segundo motivo é mais duro. Todo mundo que está ali já saiu de algum evento com o caderno cheio e o escritório exatamente igual na segunda-feira. Eu chamo isso de obesidade mental: consumir tudo e aplicar nada. Uma ideia executada vale mais que dez anotadas, e dez anotadas valem zero.

Por isso eu não peço dez decisões no fim do primeiro dia. Peço uma, com nome de gente e com data, e ela é assinada ali na sala.

E tem o ambiente, que é a parte que nenhum vídeo reproduz. Lá fora, quando você diz que trabalha demais, mandam você descansar. Na imersão, a pessoa do lado sabe exatamente do que você está falando, porque ela vive isso. Dono, sócio e controller, todos com um escritório que depende demais de uma pessoa só.

Como a sala funciona

O evento tem quatro regras de condução, anunciadas na abertura.

O exercício vem antes da aula

Em todo bloco a folha vem primeiro. Você escreve o seu escritório antes de ver o meu, e volta para corrigir depois. O que você escreveu sem saber é metade do aprendizado.

Microfone na sala o tempo todo

Não existe hora de perguntar no fim. Os dois dias são conduzidos com microfone volante, e o caso que sobe vira exemplo para a sala inteira, porque o problema quase nunca é só de quem levantou a mão.

Sem intervalo, só o almoço

O que reoxigena uma sala é microfone, não café. Nenhum trecho de fala corrida passa de poucos minutos sem a sala entrar, escrevendo ou falando.

Celular longe, com uma exceção

Uma única vez nos dois dias eu peço o celular na mão, e é para o diagnóstico digital da manhã do dia 2. No resto do tempo ele fica guardado.

Dia 1: a estrutura

O primeiro dia monta o esqueleto do escritório: de qual setor é cada tarefa, quem responde por ela, o que sai da sua mesa e como cada rotina crítica passa a existir escrita. Começa com um diagnóstico no papel e termina com um plano assinado.

  1. O diagnóstico impresso e o contrato do evento

    Você responde sozinho, no papel, sem consultar o sócio e sem ligar para o escritório. A régua é dita antes de começar: nota alta que você não prova com um documento, um número ou uma rotina não é nota alta, é intenção. E travar dez segundos numa pergunta já é resposta, a nota é baixa. No fim do exercício vem o contrato do evento, que é uma decisão só, com nome de gente e com data, assinada por você.

  2. As fases da estruturação

    Por que contratar mais gente e vender mais não resolveu, e qual é a ordem que resolve. É o bloco que conserta a sequência, porque reestruturação que não pega quase sempre começou pelo passo errado.

  3. Setorização

    A folha vai para a mesa antes da aula. Você separa as tarefas do seu escritório em setores, escreve o cargo responsável por cada uma e descobre, na própria letra, quantas caixas estão vazias ou com o seu nome dentro. Depois a aula mostra como um setor se sustenta, e você volta para a mesma folha. São as mesmas iniciais e os mesmos números, com um significado diferente.

  4. Delegabilidade e a cadeia do meio

    A lista do que só você pode fazer de verdade, e o que está na sua mão apenas por hábito. Aqui caem as três frases que seguram o sócio no operacional: não tenho dinheiro para contratar, ninguém faz tão bem quanto eu e vou gastar mais tempo ensinando do que fazendo. É também onde cada um escreve na margem do caderno o nome de quem pode ocupar a cadeira que falta entre você e a execução.

  5. Procedimentos, fluxos e o sistema ao vivo

    A sala escreve o caminho real de uma rotina, com gatilho de entrada, etapas e gatilho de saída, e só então vê essa mesma rotina desenhada dentro de um sistema. Duas regras saem daqui. Procedimento aponta cargo, nunca pessoa, porque pessoa sai e procedimento fica. E o escritório quase nunca quebra dentro da etapa, ele quebra na passagem de uma etapa para a outra, que é por onde some o prazo e nasce o retrabalho. Por isso cada etapa termina em checklist, que funciona como portão.

  6. O ciclo da semana

    Procedimento só sobrevive se existir uma rotina semanal que o mantenha vivo. Quando a semana começa, quando ela fecha, quem conduz e o que acontece com o que não foi entregue.

  7. Contratação, processo seletivo e retenção

    De manhã, contratar era aposta. Depois dos setores e dos procedimentos, existe onde colocar a pessoa. Contratar pelo comportamento e não só pelo currículo, fazer quem chega comprar o projeto, e o aviso que custa caro: promover o melhor produtor não entrega um líder.

A tarde do dia 1 alterna blocos meus e de convidados, que mostram a execução de perto: como a semana é planejada, como o comercial é acompanhado e como a rotina fica depois que a estrutura entra. O dia fecha com hot seat aberto.

Dia 2: a máquina rodando

O segundo dia inteiro é sobre controladoria jurídica, e ele abre com a sala travando.

A primeira coisa da manhã é o mesmo diagnóstico, agora no celular. A primeira metade pergunta o que você acha, e a sala responde rápido, sem travar uma vez. Aí o formulário para de pedir nota e começa a pedir número: quantos processos ativos você tem, quantas publicações o escritório recebe por dia, quantos prazos são cumpridos por dia, quantas iniciais são protocoladas por mês, quem executa, quem revisa e quem coordena cada etapa da entrega, e quais tarefas ainda dependem exclusivamente de você.

A sala para. E eu faço questão de dizer o que acabou de acontecer ali, porque não é o que parece: você não esqueceu esse número. Esse número não existe. Não está em planilha nenhuma, em relatório nenhum, em tela nenhuma, e não tem uma pessoa no escritório que saiba responder.

A controladoria já existe no seu escritório. Ela só está dentro da sua cabeça.

O problema de ela estar aí dentro não é o seu cansaço. É que o que está na sua cabeça não pode ser medido, não pode ser delegado e não pode ser cobrado de ninguém. A partir daí o dia se divide em duas metades.

De manhã, a cadeira

Quem olha isso por você, e como você sabe que ela está olhando. O que o controller não faz (não revisa petição, não faz audiência, não dá parecer), por que se controla fluxo em vez de pessoa, os níveis operacional, tático e estratégico, formar alguém de dentro ou contratar de fora, e como começar por um setor só, sem contratar ninguém amanhã.

À tarde, a mesa

Como a tarefa entra, é pesada, distribuída e cobrada. Os caminhos de entrada, inclusive o que não tem dono nenhum (o WhatsApp do sócio), a cadeia que transforma uma intimação em quatro tarefas, a contagem de prazos com folga, o doublecheck, a pontuação por complexidade de 1 a 5, a distribuição justa, o rodízio de revisão e o replanejamento antes do incêndio.

No meio da manhã eu abro na tela as seis perguntas em que a sala travou no diagnóstico e respondo uma por uma, com número, sem ligar para o escritório e sem consultar ninguém. É o momento em que a controladoria deixa de ser conceito e vira placar. Os números que aparecem ali vêm de uma operação com mais de 3.500 processos simultâneos, montada do mesmo jeito que está sendo ensinado na sala.

O dia fecha com o plano dos próximos 90 dias, na ordem certa, porque cada peça produz a condição da seguinte.

Imersão presencial, MESC+ e MESC Inside

A imersão não é o único caminho dentro do método, e os três formatos não disputam entre si. O que muda é a densidade: quanto tempo você fica dentro da implementação e quem executa junto com você.

FormatoComo funcionaIndicado para
Imersão presencial Dois dias presenciais, com os exercícios do método aplicados na hora sobre a operação de cada escritório da sala. Você sai com a estrutura desenhada e o plano de 90 dias. Quem precisa parar dois dias para enxergar o escritório inteiro e decidir a ordem das mudanças
MESC+, o programa de aceleração A mentoria em formato de aceleração: quatro meses, online, em turma, com encontro ao vivo, plano de execução e cobrança entre um encontro e outro. Quem quer implementar com prazo e cobrança, ciclo a ciclo, e não parar na decisão
MESC Inside, a implementação O método instalado dentro do escritório por mim e pela minha equipe, com a controladoria jurídica montada e o time treinado para tocá-la. Quem quer a estrutura montada na própria operação, com condução individual

Muita gente faz os dois dias presenciais primeiro justamente para descobrir qual dos outros dois faz sentido depois, e essa conversa a gente tem caso a caso.

Para quem é, e para quem não é

A imersão foi desenhada para quem já tem operação rodando e sente o peso dela. Não é um evento de primeiros passos na advocacia.

Faz sentido se você se reconhece aqui:

Não faz sentido se:

O que você leva no fim do segundo dia

A entrega da imersão é material, não é sensação de evento. No fim do segundo dia, cada participante tem em mãos:

  1. O diagnóstico do próprio escritório

    Feito por você duas vezes, no papel e no digital, com a régua corrigida no meio do caminho. É ele que mostra onde o tempo e o dinheiro estão sendo perdidos hoje.

  2. Os setores desenhados e as funções com dono

    Cada rotina crítica com um cargo ao lado, inclusive as que hoje estão silenciosamente com você.

  3. Os fluxos das rotinas que mais doem

    Montados em tempo real, com gatilho de entrada, etapas, checklist de passagem e gatilho de saída, prontos para virar procedimento escrito na semana seguinte.

  4. A lista dos números que você não soube responder

    Cada número em que você travou no diagnóstico é uma coisa que o seu escritório ainda não mede.

  5. O plano de ação dos próximos 90 dias

    Na ordem certa, porque cada peça produz a condição da seguinte, e com a primeira decisão já assinada no dia 1.

  6. As pessoas que estavam na sala

    Dono, sócio e controller de escritórios de todo o Brasil vivendo o mesmo problema, e muita gente continua conversando depois que o evento acaba.

Como se preparar e entrar na próxima turma

O aproveitamento da imersão começa antes dela. Quatro coisas separam quem chega pronto de quem passa a manhã tentando lembrar:

O erro mais comum de quem vai a um evento assim

Chegar sem número nenhum. Quem não sabe quantos processos ativos tem, quanto entra por mês e quantas horas por semana gasta em tarefa operacional passa metade do primeiro dia tentando lembrar, em vez de decidir. Leve esses três dados anotados e você começa o exercício já no ponto em que os outros chegam depois do almoço.

Como entrar na próxima turma

Cada edição tem cidade, data, número de vagas e condições próprias, anunciados antes da abertura das inscrições.

Para ser avisado da próxima edição

Me chame no WhatsApp dizendo em que ponto o seu escritório está hoje. É por lá que passo as datas e as condições da próxima turma. As edições também são anunciadas no Instagram e no canal do YouTube.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a Imersão Escritório Sob Controle?

São dois dias inteiros e presenciais. O conteúdo é o mesmo do método, mas aplicado ao vivo: cada bloco termina com um exercício feito no seu escritório, não em um caso hipotético.

Onde acontece a imersão?

A edição de 2026 aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto, em Alphaville, São Paulo. Cada edição tem cidade e data próprias, anunciadas antes da abertura das vagas.

Preciso já ter controladoria ou uma equipe montada para participar?

Não. O ponto de partida é o escritório como ele está hoje, inclusive se hoje tudo passa por você. O que faz diferença não é o tamanho do time, é chegar com os números da operação em mãos: quantos processos você tem, quanto entra por mês e quem responde por cada rotina.

Qual a diferença entre a imersão presencial e o MESC+?

A imersão presencial são dois dias na mesma sala, e o que ela entrega é decisão e desenho: você sai com o diagnóstico feito, os setores definidos e o plano de 90 dias. O MESC+ é a mentoria em formato de aceleração, quatro meses, online, em turma. A imersão decide o caminho; o MESC+ é onde a execução acontece com prazo e com alguém cobrando.

Qual a diferença entre a imersão e o MESC Inside?

Na imersão você desenha a estrutura do seu escritório dentro de dois dias, junto com outros escritórios na mesma sala. No MESC Inside o método é instalado na sua operação: eu e minha equipe montamos a controladoria e a estrutura junto com o seu time, em vez de te ensinar a montar. Formato e prazo dependem do tamanho do escritório, e é conversa de WhatsApp.

Quanto custa e como faço para participar?

Cada edição tem vagas e condições próprias. Fale comigo no WhatsApp dizendo em que ponto o seu escritório está hoje e eu passo as datas, os valores e as condições da próxima turma.

Diego Castro
Diego Castro
Advogado (OAB/PE 45.016) · Sócio-administrador na DCastro Advogados Trabalhistas

Formado em Ciência da Computação e em Direito, é advogado há mais de 14 anos e ex-desenvolvedor de software. Assumiu a controladoria, a gestão e a reestruturação completa do próprio escritório antes de virar sócio-administrador. Montou a estrutura que hoje administra mais de 3.500 processos simultâneos e, em 12 anos, essa mudança de operação gerou mais de R$ 30 milhões em honorários. É especialista em controladoria jurídica, produtividade e gestão eficiente de escritórios e criador do Método Escritório Sob Controle, com mais de 15 mil alunos em workshops, palestras e eventos e mais de 700 escritórios reestruturados.

Quer saber por onde começar no seu escritório?

O Diagnóstico mapeia a operação, mostra onde ela está travando hoje e devolve a ordem em que os problemas devem ser resolvidos.