Resposta direta
A Imersão Escritório Sob Controle é o evento presencial de dois dias em que eu conduzo, na sala, a estruturação do escritório de cada participante: diagnóstico, setorização, delegação, procedimentos internos, contratação, controladoria jurídica e gestão de tarefas. A edição de 2026 aconteceu em 20 e 21 de agosto, em Alphaville, São Paulo.
A diferença para um curso está no que fica escrito. Ninguém sai da imersão com um caderno de anotações para aplicar algum dia. Sai com o diagnóstico do próprio escritório feito, os setores desenhados, os fluxos das rotinas críticas no papel e uma decisão assinada, com nome de gente e com data.
Neste artigo
- O que é a Imersão Escritório Sob Controle
- Por que dois dias presenciais fazem o que um curso não faz
- Dia 1: a estrutura
- Dia 2: a máquina rodando
- Imersão presencial, MESC+ e MESC Inside
- Para quem é, e para quem não é
- O que você leva no fim do segundo dia
- Como se preparar e entrar na próxima turma
- Perguntas frequentes
O que é a Imersão Escritório Sob Controle
A imersão é a versão presencial do Método Escritório Sob Controle. São dois dias inteiros, com a sala trabalhando em cima da operação real de cada escritório que está ali dentro.
O formato existe por um motivo prático. Gestão de escritório de advocacia raramente trava por falta de informação. Trava por falta de decisão tomada com tempo. O sócio sabe que precisa setorizar, sabe que precisa delegar, e volta para o escritório na segunda-feira com a mesma agenda de sempre, respondendo à mesma fila de urgências. Dois dias longe do celular, com a estrutura sendo desenhada na sua frente, quebram essa inércia.
Por isso quase nada ali é palestra. Cada bloco começa com um exercício: você escreve o seu escritório na folha, eu mostro como a peça funciona, e você volta para a mesma folha para corrigir o que escreveu. A ordem é essa e não é enfeite. Se a tela vier antes, você copia a minha operação em vez de enxergar a sua.
Clareza não é saber mais. Clareza é ver o que já estava lá.
A frase que abre o segundo diaÉ por isso que o exercício dói em quem já sabia de tudo. Nada do que aparece na sua folha é novidade: o gargalo que você desenhou já existia na segunda-feira passada, a pessoa sobrecarregada já estava sobrecarregada, o setor que não existe já não existia há três anos. A única coisa que muda na imersão é que você vê.
Como foi a imersão de 2026, em três minutos
Nos dias 20 e 21 de agosto de 2026 a imersão aconteceu em Alphaville, São Paulo, com advogados de escritórios de todo o Brasil. O vídeo abaixo mostra o que foram esses dois dias.
Por que dois dias presenciais fazem o que um curso não faz
Responda por dentro: quando foi a última vez que você parou um dia inteiro só para pensar no escritório? Não para trabalhar nele. Para pensar nele.
Para a maior parte da sala a resposta é nunca, ou alguma coisa perto disso. Não é falta de vontade. O dia do sócio é feito de interrupção, e olhar para a estrutura pede um bloco de tempo que a rotina nunca devolve sozinha.
O segundo motivo é mais duro. Todo mundo que está ali já saiu de algum evento com o caderno cheio e o escritório exatamente igual na segunda-feira. Eu chamo isso de obesidade mental: consumir tudo e aplicar nada. Uma ideia executada vale mais que dez anotadas, e dez anotadas valem zero.
Por isso eu não peço dez decisões no fim do primeiro dia. Peço uma, com nome de gente e com data, e ela é assinada ali na sala.
E tem o ambiente, que é a parte que nenhum vídeo reproduz. Lá fora, quando você diz que trabalha demais, mandam você descansar. Na imersão, a pessoa do lado sabe exatamente do que você está falando, porque ela vive isso. Dono, sócio e controller, todos com um escritório que depende demais de uma pessoa só.
Como a sala funciona
O evento tem quatro regras de condução, anunciadas na abertura.
O exercício vem antes da aula
Em todo bloco a folha vem primeiro. Você escreve o seu escritório antes de ver o meu, e volta para corrigir depois. O que você escreveu sem saber é metade do aprendizado.
Microfone na sala o tempo todo
Não existe hora de perguntar no fim. Os dois dias são conduzidos com microfone volante, e o caso que sobe vira exemplo para a sala inteira, porque o problema quase nunca é só de quem levantou a mão.
Sem intervalo, só o almoço
O que reoxigena uma sala é microfone, não café. Nenhum trecho de fala corrida passa de poucos minutos sem a sala entrar, escrevendo ou falando.
Celular longe, com uma exceção
Uma única vez nos dois dias eu peço o celular na mão, e é para o diagnóstico digital da manhã do dia 2. No resto do tempo ele fica guardado.
Dia 1: a estrutura
O primeiro dia monta o esqueleto do escritório: de qual setor é cada tarefa, quem responde por ela, o que sai da sua mesa e como cada rotina crítica passa a existir escrita. Começa com um diagnóstico no papel e termina com um plano assinado.
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O diagnóstico impresso e o contrato do evento
Você responde sozinho, no papel, sem consultar o sócio e sem ligar para o escritório. A régua é dita antes de começar: nota alta que você não prova com um documento, um número ou uma rotina não é nota alta, é intenção. E travar dez segundos numa pergunta já é resposta, a nota é baixa. No fim do exercício vem o contrato do evento, que é uma decisão só, com nome de gente e com data, assinada por você.
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As fases da estruturação
Por que contratar mais gente e vender mais não resolveu, e qual é a ordem que resolve. É o bloco que conserta a sequência, porque reestruturação que não pega quase sempre começou pelo passo errado.
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Setorização
A folha vai para a mesa antes da aula. Você separa as tarefas do seu escritório em setores, escreve o cargo responsável por cada uma e descobre, na própria letra, quantas caixas estão vazias ou com o seu nome dentro. Depois a aula mostra como um setor se sustenta, e você volta para a mesma folha. São as mesmas iniciais e os mesmos números, com um significado diferente.
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Delegabilidade e a cadeia do meio
A lista do que só você pode fazer de verdade, e o que está na sua mão apenas por hábito. Aqui caem as três frases que seguram o sócio no operacional: não tenho dinheiro para contratar, ninguém faz tão bem quanto eu e vou gastar mais tempo ensinando do que fazendo. É também onde cada um escreve na margem do caderno o nome de quem pode ocupar a cadeira que falta entre você e a execução.
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Procedimentos, fluxos e o sistema ao vivo
A sala escreve o caminho real de uma rotina, com gatilho de entrada, etapas e gatilho de saída, e só então vê essa mesma rotina desenhada dentro de um sistema. Duas regras saem daqui. Procedimento aponta cargo, nunca pessoa, porque pessoa sai e procedimento fica. E o escritório quase nunca quebra dentro da etapa, ele quebra na passagem de uma etapa para a outra, que é por onde some o prazo e nasce o retrabalho. Por isso cada etapa termina em checklist, que funciona como portão.
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O ciclo da semana
Procedimento só sobrevive se existir uma rotina semanal que o mantenha vivo. Quando a semana começa, quando ela fecha, quem conduz e o que acontece com o que não foi entregue.
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Contratação, processo seletivo e retenção
De manhã, contratar era aposta. Depois dos setores e dos procedimentos, existe onde colocar a pessoa. Contratar pelo comportamento e não só pelo currículo, fazer quem chega comprar o projeto, e o aviso que custa caro: promover o melhor produtor não entrega um líder.
A tarde do dia 1 alterna blocos meus e de convidados, que mostram a execução de perto: como a semana é planejada, como o comercial é acompanhado e como a rotina fica depois que a estrutura entra. O dia fecha com hot seat aberto.
Dia 2: a máquina rodando
O segundo dia inteiro é sobre controladoria jurídica, e ele abre com a sala travando.
A primeira coisa da manhã é o mesmo diagnóstico, agora no celular. A primeira metade pergunta o que você acha, e a sala responde rápido, sem travar uma vez. Aí o formulário para de pedir nota e começa a pedir número: quantos processos ativos você tem, quantas publicações o escritório recebe por dia, quantos prazos são cumpridos por dia, quantas iniciais são protocoladas por mês, quem executa, quem revisa e quem coordena cada etapa da entrega, e quais tarefas ainda dependem exclusivamente de você.
A sala para. E eu faço questão de dizer o que acabou de acontecer ali, porque não é o que parece: você não esqueceu esse número. Esse número não existe. Não está em planilha nenhuma, em relatório nenhum, em tela nenhuma, e não tem uma pessoa no escritório que saiba responder.
A controladoria já existe no seu escritório. Ela só está dentro da sua cabeça.
O problema de ela estar aí dentro não é o seu cansaço. É que o que está na sua cabeça não pode ser medido, não pode ser delegado e não pode ser cobrado de ninguém. A partir daí o dia se divide em duas metades.
De manhã, a cadeira
Quem olha isso por você, e como você sabe que ela está olhando. O que o controller não faz (não revisa petição, não faz audiência, não dá parecer), por que se controla fluxo em vez de pessoa, os níveis operacional, tático e estratégico, formar alguém de dentro ou contratar de fora, e como começar por um setor só, sem contratar ninguém amanhã.
À tarde, a mesa
Como a tarefa entra, é pesada, distribuída e cobrada. Os caminhos de entrada, inclusive o que não tem dono nenhum (o WhatsApp do sócio), a cadeia que transforma uma intimação em quatro tarefas, a contagem de prazos com folga, o doublecheck, a pontuação por complexidade de 1 a 5, a distribuição justa, o rodízio de revisão e o replanejamento antes do incêndio.
No meio da manhã eu abro na tela as seis perguntas em que a sala travou no diagnóstico e respondo uma por uma, com número, sem ligar para o escritório e sem consultar ninguém. É o momento em que a controladoria deixa de ser conceito e vira placar. Os números que aparecem ali vêm de uma operação com mais de 3.500 processos simultâneos, montada do mesmo jeito que está sendo ensinado na sala.
O dia fecha com o plano dos próximos 90 dias, na ordem certa, porque cada peça produz a condição da seguinte.
Imersão presencial, MESC+ e MESC Inside
A imersão não é o único caminho dentro do método, e os três formatos não disputam entre si. O que muda é a densidade: quanto tempo você fica dentro da implementação e quem executa junto com você.
| Formato | Como funciona | Indicado para |
|---|---|---|
| Imersão presencial | Dois dias presenciais, com os exercícios do método aplicados na hora sobre a operação de cada escritório da sala. Você sai com a estrutura desenhada e o plano de 90 dias. | Quem precisa parar dois dias para enxergar o escritório inteiro e decidir a ordem das mudanças |
| MESC+, o programa de aceleração | A mentoria em formato de aceleração: quatro meses, online, em turma, com encontro ao vivo, plano de execução e cobrança entre um encontro e outro. | Quem quer implementar com prazo e cobrança, ciclo a ciclo, e não parar na decisão |
| MESC Inside, a implementação | O método instalado dentro do escritório por mim e pela minha equipe, com a controladoria jurídica montada e o time treinado para tocá-la. | Quem quer a estrutura montada na própria operação, com condução individual |
Muita gente faz os dois dias presenciais primeiro justamente para descobrir qual dos outros dois faz sentido depois, e essa conversa a gente tem caso a caso.
Para quem é, e para quem não é
A imersão foi desenhada para quem já tem operação rodando e sente o peso dela. Não é um evento de primeiros passos na advocacia.
Faz sentido se você se reconhece aqui:
- O escritório cresceu em volume de processos, mas não cresceu em estrutura, e hoje tudo passa por você.
- Você já tem time, mesmo que pequeno, e ainda assim revisa quase tudo antes de sair.
- Você já tentou organizar sozinho, montou planilha, escreveu procedimento, e nada disso sobreviveu ao primeiro mês corrido.
- Você não consegue tirar uma semana de férias sem que a operação sinta.
- Você é o controller ou o gestor do escritório e vai ser a pessoa que toca a estrutura na prática.
Não faz sentido se:
- Você quer assistir a um conteúdo e decidir depois se aplica. O formato presencial cobra execução na hora.
- Você não consegue bloquear os dois dias inteiros, sem audiência e sem reunião no intervalo.
- O que você procura é só captação de clientes. Comercial aparece nos dois dias, mas o evento é sobre a estrutura que sustenta a entrega.
O que você leva no fim do segundo dia
A entrega da imersão é material, não é sensação de evento. No fim do segundo dia, cada participante tem em mãos:
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O diagnóstico do próprio escritório
Feito por você duas vezes, no papel e no digital, com a régua corrigida no meio do caminho. É ele que mostra onde o tempo e o dinheiro estão sendo perdidos hoje.
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Os setores desenhados e as funções com dono
Cada rotina crítica com um cargo ao lado, inclusive as que hoje estão silenciosamente com você.
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Os fluxos das rotinas que mais doem
Montados em tempo real, com gatilho de entrada, etapas, checklist de passagem e gatilho de saída, prontos para virar procedimento escrito na semana seguinte.
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A lista dos números que você não soube responder
Cada número em que você travou no diagnóstico é uma coisa que o seu escritório ainda não mede.
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O plano de ação dos próximos 90 dias
Na ordem certa, porque cada peça produz a condição da seguinte, e com a primeira decisão já assinada no dia 1.
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As pessoas que estavam na sala
Dono, sócio e controller de escritórios de todo o Brasil vivendo o mesmo problema, e muita gente continua conversando depois que o evento acaba.
Como se preparar e entrar na próxima turma
O aproveitamento da imersão começa antes dela. Quatro coisas separam quem chega pronto de quem passa a manhã tentando lembrar:
- Bloqueie os dois dias inteiros, sem audiência e sem reunião no intervalo. Quem sai para atender volta para uma sala que já avançou.
- Avise o time e deixe combinado quem decide o que na sua ausência. Esse combinado já é o seu primeiro teste de delegação.
- Leve quem vai implementar com você: o sócio, o controller ou o braço direito. Decisão tomada por um e contada para o outro perde metade no caminho.
- Leve caneta. O material é impresso de propósito e a sala escreve o tempo todo.
O erro mais comum de quem vai a um evento assim
Chegar sem número nenhum. Quem não sabe quantos processos ativos tem, quanto entra por mês e quantas horas por semana gasta em tarefa operacional passa metade do primeiro dia tentando lembrar, em vez de decidir. Leve esses três dados anotados e você começa o exercício já no ponto em que os outros chegam depois do almoço.
Como entrar na próxima turma
Cada edição tem cidade, data, número de vagas e condições próprias, anunciados antes da abertura das inscrições.
Para ser avisado da próxima edição
Me chame no WhatsApp dizendo em que ponto o seu escritório está hoje. É por lá que passo as datas e as condições da próxima turma. As edições também são anunciadas no Instagram e no canal do YouTube.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a Imersão Escritório Sob Controle?
São dois dias inteiros e presenciais. O conteúdo é o mesmo do método, mas aplicado ao vivo: cada bloco termina com um exercício feito no seu escritório, não em um caso hipotético.
Onde acontece a imersão?
A edição de 2026 aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto, em Alphaville, São Paulo. Cada edição tem cidade e data próprias, anunciadas antes da abertura das vagas.
Preciso já ter controladoria ou uma equipe montada para participar?
Não. O ponto de partida é o escritório como ele está hoje, inclusive se hoje tudo passa por você. O que faz diferença não é o tamanho do time, é chegar com os números da operação em mãos: quantos processos você tem, quanto entra por mês e quem responde por cada rotina.
Qual a diferença entre a imersão presencial e o MESC+?
A imersão presencial são dois dias na mesma sala, e o que ela entrega é decisão e desenho: você sai com o diagnóstico feito, os setores definidos e o plano de 90 dias. O MESC+ é a mentoria em formato de aceleração, quatro meses, online, em turma. A imersão decide o caminho; o MESC+ é onde a execução acontece com prazo e com alguém cobrando.
Qual a diferença entre a imersão e o MESC Inside?
Na imersão você desenha a estrutura do seu escritório dentro de dois dias, junto com outros escritórios na mesma sala. No MESC Inside o método é instalado na sua operação: eu e minha equipe montamos a controladoria e a estrutura junto com o seu time, em vez de te ensinar a montar. Formato e prazo dependem do tamanho do escritório, e é conversa de WhatsApp.
Quanto custa e como faço para participar?
Cada edição tem vagas e condições próprias. Fale comigo no WhatsApp dizendo em que ponto o seu escritório está hoje e eu passo as datas, os valores e as condições da próxima turma.
Quer saber por onde começar no seu escritório?
O Diagnóstico mapeia a operação, mostra onde ela está travando hoje e devolve a ordem em que os problemas devem ser resolvidos.
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